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terça-feira, 29 de junho de 2010

Dia do dublador !!!

O que é, o que é? São famosos, marcantes, todo mundo conhece, mas ninguém vê? Ah-rá, te pegamos nessa, não é? A resposta: os dubladores. Eles têm as vozes mais conhecidas do país e fazem parte da infância de muita “criança grande”. Nesta terça-feira (29), é o dia deles, e nós do INFO&CIA não poderíamos deixar de homenagear os que tanto já nos divertiram.

Por mais que possa parece, dublar não é uma coisa fácil. É preciso especialização, estudo sobre o personagem, domínio vocal e dom, claro. Como o ator faz o laboratório para composição do personagem, o dublador também precisa entender seu “objeto” para dar a melhor cara, ou melhor, voz para ele.

“Dublagem é uma especialidade do ator, então ser dublador é ser ator especializado em dublagem. É preciso ter a profissão e o correspondente registro profissional autorizado pelo Ministério do Trabalho (DRT). Muitos personagens requerem um conhecimento para se dublar, pois a voz deve ser adequada à imagem do personagem. De interpretação nem vou falar. Mas o estudo tem de ser feito muito rapidamente, porque a atividade é muito dinâmica. Algumas vezes (se não quase sempre) tomo conhecimento da personagem na hora em que vou dublá-la”, disse Cecília Lemes, uma das dubladoras mais requisitadas do país e “dona” da voz de Chiquinha, do seriado mexicano “Chaves” (SBT).

Cecília contou ao Famosidades que por estar tanto tempo por trás da filha de Seu Madruga tem muita coisa parecida com ela. “A Chiquinha é mesmo uma personagem muito querida e foi (é) um trabalho muito gratificante. Inicialmente eu dublei a Paty - por quem o Chaves era apaixonado. Alguns episódios depois, passei a dublar a Chiquinha. E olha que nos identificamos muito. Pois é, pois é, pois é...”, brincou Cecília.

Dubladora há 41 anos, Cecília tem no currículo uma lista gigantesca de trabalhos, e tudo começou aos nove anos. “Fiz um filme para o cinema chamado ‘A Marca da Ferradura’, com Tonico e Tinoco. O filme tinha de ser dublado e eu, ainda bem criança, não aceitava que a minha personagem tivesse outra voz. Tanto insisti que o diretor, Nelson Teixeira Mendes, acabou me deixando fazer um teste de dublagem. Sai-me bem, então dublei aquele filme e nunca mais parei. Isso foi em 1969”, contou.

Como atriz, Cecília participou de programas como “Zás-Tráz”, na antiga TV Paulista, "A Grande Gincana" (Record), "Sessão Tic Tac" (Excelsior), "Gente Inocente" (Tupi) e etc. Já como dubladora, constam em sua lista desenhos como “Ursinhos Carinhosos”, “Jiraya”, “Cavaleiros do Zodíaco”, “Pokemón” e ainda séries que marcaram geração como “Anos Incríveis”.

Quando questionada se ainda tem o sonho de dublar algum personagem conhecido ou atriz famosa, Cecília se deixa levar pela paixão pela profissão: “Na verdade, como eu gosto demais da minha profissão, o meu sonho é continuar dublando, como faço há 41 anos”, afirmou.

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