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quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Conheça o supercomputador brasileiro que faz o trabalho de 10 mil deskops reunidos

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Surgida da parceria entre a UNESP e a Intel, essa máquina pode processar trilhões de cálculos por segundo, feitos por 736 processadores quad-core
O que você imagina quando ouve falar de um supercomputador? Pode vir à cabeça a imagem de um PC moderno, o lançamento mais recente e top de linha que você encontra nas lojas ou então aqueles que são personalizados, com configurações modificadas e turbinado. Mas você já pensou em uma máquina que, sozinha, consegue fazer o trabalho de 10 mil desktops dos mais modernos que estão no mercado? Bom, agora sim estamos falando de um supercomputador.

Uma máquina potente como essa é bem diferente dos PCs comuns. Tá vendo esses racks que parecem um datacenter? São essas estruturas que compõem a parte principal do supercomputador. Com certeza ele não caberia na mesa do seu quarto! Só na unidade montada em São Paulo, os arquitetos eletrônicos da UNESP conseguiram unir 256 servidores, cada um com 2 processadores Intel quad core de 2.83 mega. Pensa que é fácil fazer um supercomputador? Mas o poder de cálculo que ele alcança é impressionante: 19 teraflops! São trilhões de operações por segundo. E para que tudo isso? Além do poder de processamento, a instituição montou o Projeto Grid UNESP, que oferece uma rede superveloz para que os pesquisadores e cientistas da instituição possam desenvolver seus trabalhos com o que há de melhor na computação.

"A ideia do projeto Grid unesp é fazer com que os pesquisadores tenham facilidade de acesso a recursos de processamento de alto desempenho dentro da própria universidade e próximo a eles", diz Rogério Luiz Iope, analista de computação científica da UNESP

A conexão dessa infraestrutura é de até 10 gigabits, 5 mil vezes mais rápida do que a banda larga de 2 megabits que muita gente tem em casa. Fazer o download de um arquivo pesado nessa velocidade seria um sonho, não é?

Essa rapidez toda é essencial. A unidade de São Paulo se comunica com outras 7, espalhadas pelo interior: São os chamados clusters. Cada um deles adiciona mais poder de processamento ao sistema, e todos saem ganhando. Quando todo o sistema funciona interligado, são 736 processadores. Mas tudo isso também precisa de muita eletricidade. A energia utilizada durante uma hora pelo supercomputador é o equivalente ao que uma residência consome ao longo de 30 dias. Outro número impressionante vem da capacidade de armazenamento dessa máquina. São 200 terabytes de conteúdo, o equivale ao que caberia em mais de 46 mil DVDs. Empilhados, esses DVDs chegariam à altura de um prédio de 18 andares, e isso sem as caixinhas.

Cerca de 60 pesquisadores já utilizam o sistema para desenvolver projetos. Mas tem espaço e poder para muito mais.

"No estágio em que nós estamos, com sessenta e poucos pesquisadores, eu diria que a estrutura está ainda subutilizada. A gente tem condições de atender uma quantidade bem maior de pesquisadores, considerando o tipo de pesquisa que os pesquisadores atuais têm feito", afima Rogério.

Quer uma máquina tão rápida e eficiente como essa? Por enquanto nada disso vai chegar ao consumidor doméstico, mas você ainda vai ver aqui no Olhar Digital como esse supercomputador foi montando, em uma parceria da UNESP e da Intel.

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